segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Imagine...

 
Imagine... flutuar
Numa ilusão de equilíbrio
Quase-perfeito

Não sentir quase nada
Sonhar acordada
Fingir que dorme
 
Numa única paz
Que o espírito sente
Ficar a sorrir...

Levemente 
Calmo e aparente
Como borboletas
Num conto-de-fadas...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dias Cinzentos


Dias Cinzentos
Janelas fechadas
Guardo segredos que o vento
Leva sem medo

Dias cinzentos
Ruas tão tristes
Num turbulento e frio sentimento
Do meu olhar solto à sorte

Dias Cinzentos
O quarto vazio
Num canto encostado
Música antiga no rádio

"Melancolia" palavra tão vazia
Cheia de incertezas
Completam minha nostalgia
Com gotas de chuva no telhado

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Hora de Partir...

 
Inferno acima e céu abaixo
Todas as árvores se foram
A chuva fez
Um som tão adorável
Para aqueles que estão
Com os pés fora do chão
 As folhas
Caem todo ano
Esperando a hora de partir
Viva por mim intensamente
Me encontre secretamente
Esconda meus segredos
A lua está cheia toda noite
Eu vou estar sempre aqui
Esperando a hora de partir...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre mim

 
"O meu mundo não é como o dos outros
Quero demais, exijo demais
Há em mim uma sede de infinito
Uma angústia constante que eu nem mesma compreendo
Pois estou longe de ser uma pessoa
Sou antes uma exaltada
Com uma alma intensa
Violenta, atormentada
Uma alma que não se sente bem onde está
Que tem saudade… sei lá de quê!"

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ANTES FOSSE


Vejo em ti o que queria ver em mim
Vejo em mim o quanto queria fazer parte de ti
É assim...
No impossível, no improvável, no que parece irreal
O querer nos aproxima
Mas quando próximo da realidade
Me dou conta do quão longe ainda estamos
Não por faltar o querer
Mas porque outrora neste caminho...
...infelizmente não nos cruzamos.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doce Redenção



Não significa muito
Não significa nada
A vida que deixo para trás
É um quarto frio
Cruzado numa última linha
Da qual não posso retornar

Cada passo que eu dei
Me traiu...

Você me toma
Sem nada perguntar
Você tira toda a feiúra
Toda a dor...
Que existe a minha volta

Eu já me perdi
Agora eu só espero
O momento em que vou
Me decepcionar outra vez

Não entendo porque
Pelo toque da sua mão
Sou aquela a me render

Eu sinto falta das pequenas coisas
Eu sinto falta de tudo
Que se refere a você

Não significa muito
Não significa nada na verdade
A vida que deixo para trás
Ficou num quarto frio

Tão doce...
Doce rendição
É tudo que eu tenho pra te oferecer.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fôlego

 
Enterre todos os seus segredos na minha pele
Desapareça com inocência, e deixe-me com meus pecados
O ar ao meu redor ainda parece uma gaiola
E amor é somente uma camuflagem para o que parece ser raiva novamente...
Então se você me ama, deixe-me ir
E fuja antes que eu saiba
Meu coração está sombrio demais para se importar
Eu não posso destruir o que não está lá
Me entregue ao meu Destino
Se estou sozinho, não tenho o que odiar
Eu não mereço ter você...
Meu sorriso foi tomado há muito tempo
Se eu posso mudar espero nunca saber
Eu ainda pressiono suas cartas junto aos meus lábios
E as guardo em partes de mim que saboreiam cada beijo
Eu não poderia encarar uma vida sem a sua luz
Mas tudo isso foi dilacerado... quando você recusou-se a lutar
Então poupe seu fôlego, não irei ouvir
Acho que deixei isso bem claro
Você não poderia odiar o bastante para amar 
Isso deveria ser o suficiente?
Eu só queria que você não fosse minha amiga
Assim eu poderia te machucar no final
Eu nunca declarei ser um Santo...
Meu interior foi banido há muito tempo
A esperança precisou morrer para deixar-te ir
Então quebre-se contra as minhas pedras
E cuspa sua pena na minha alma
Você nunca precisou de nenhuma ajuda
Você me vendeu para se salvar
E eu não ouvirei a tua vergonha
Você fugiu - Vocês são todas iguais
 Anjos mentem para manter o controle...
Meu amor foi punido há muito tempo
Se ainda se importa, não deixe que eu saiba...

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