segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cúmplices


Quando estamos sós
Entre sorrisos perdidos
Olhares desentendidos
Beijos sem amor... Toques sem emoção

Quando nos amamos
Nossos desejos calados
Se perdem em beijos magoados
Que se encontra um no outro

Sem noção dos nossos erros
Que cede a cada desejo
Tudo o que nos falta é o que nos une
A cada encontro de tensão e perigo

Nossos medos e incertezas
Nossa culpa sem remorso
Encontra perdão na ilusão
De que somos apaixonados no final.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Promessas


Dê uma olhada pra mim
Veja como estou
Há tanto aqui que eu não compreendo

Suas promessas superficiais
Sussurradas como preces
Eu não preciso delas

Pois tenho sido tratada de uma forma tão errada
Tenho sido tratada assim por muito tempo
Como se eu estivesse me tornando intocável

O desprezo é amante do silêncio
Que se prospera na escuridão
Com delicados sonhos esmagados
Que estrangulam o coração

Dizem que promessas amenizam a desgraça
Mas eu não preciso delas
Sou uma flor que morre lentamente
Durante uma impiedosa geada

Da escuridão a doçura
Da tristeza a fraqueza
Afagos em meus cabelos
E um beijo de boa noite

Todas as vezes que você me tocou
Numa ansiosa doçura
Eu amei e adorei

É melhor fechar seus olhos
E prender sua respiração
Você me beija agora
E tudo é perfeito novamente

-Ah, eu sempre quis isso...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Se Encontrar...

 

Todo mundo se esconde
Todo mundo chora
Quando nosso coração esta
Surrado e desacreditado
Tem momentos que se quer
Ser olhado nos olhos...

Encontrar a paz 
Quando estivermos confusos
 Encontrar esperança 
Quando nos decepcionar
Nos perder de nós mesmos
Para que um dia
Possamos nos encontrar no final.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cura


Estou cansada de esperar
E fechar meus olhos
Me perguntando
Por que todos os meus horizontes
Estão tão distantes?

Eu olho no espelho
Não gosto do que vejo
Em meu reflexo
Uma estranha está me encarando

Eu me esforço tanto para acreditar
Que as coisas vão melhorar
Numa busca contínua
Pela salvação do meu coração

Envolta em meus pensamentos
É sempre a mesma coisa
Eu ando gastando o tempo
Com qualquer coisa que ilude meus olhos
Sem ninguém para culpar

Os sonhos estão se queimando
Estão se consumindo
Espero me perder de mim para sempre
Para esquecer o caminho a seguir
Pois tenho encontrado somente angústia
Em busca de uma cura para minha alma.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Agridoce


Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim

Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular

E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar

E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final

Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Você chora...

 
Este é um assunto tão triste
Das vezes que abri meu coração
Que agora permanece fechado
Por todas as lágrimas
Salgadas que trouxe

De vez em quando
Parece que eu estou esquecendo
Tento forçar um sorriso
Para disfarçar minha dor
 
Mas quando o coração quebra
Em pedaços incontáveis
A dor é tão imensa
Que você chora...


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chuva dos Amantes

Lá vem a chuva de novo
Caindo em minha cabeça
Molhando minhas memórias
Sob seus olhos iluminados por sonhos

Profundamente adormecido
Neste mundo perigoso
Beijando às sombras
Como fazem os amantes
Mergulhados na emoção

Lá vem a chuva de novo
Cai em minha cabeça
Como uma tragédia,
Rasgando
O caos das nossas vidas.

O sorriso em seu rosto tempestuoso
Beija-me como fazem os amantes
Mergulhados na emoção
Onde Penumbras do sono
Nos levaram para longe.
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