"— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida."
(Rita Apoena)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Meninices
Ela gosta de sentar a noite no telhado, sozinha, e conversar com as estrelas, ela realmente conversa com as estrelas...
Gosta da sensação fria do chão nas suas costas, e de vez em quando a encontramos deitada no chão da cozinha a cantarolar músicas sem ritmo...
Ela dá saltos sem sair do lugar, e andou durante um tempo sentindo-se amputada pois não podia saltar...
Ela adora pronunciar palavras novas no seu dicionário, as soletra sílaba a sílaba, e o seu rosto desenha um enorme sorriso no final...
Ela as vezes acorda no meio do noite assustada, tem sempre um sonho onde é perseguida por uma maldade invisível e não consegue orar o "Pai nosso", acorda sempre na hora que grita o nome de Deus...
Falando em sonhos...o seu primeiro beijo foi a sonhar...em uma noite de verão quando tinha 12 anos sonhou com um rapaz que nunca viu na vida, a única coisa que lembra dele é que era mais velho que Ela...acordou pela manhã com o gosto da boca de outra pessoa...
Ela chora...de tristeza, de felicidade, de emoção...não se envergonha disso, e verte lágrimas em qualquer lugar desde que lhe de vontade...
As vezes ela imagina como seria interessante mudar para outro lugar e inventar uma nova identidade, Ela criou uma personalidade e um nome para este seu novo eu...um dia Ela ainda vai por o seu plano em prática...
Ela ouve "Jorge Regula" dos The moldy peaches mil vezes seguidas, seu maior sonho é criar uma máquina do tempo para poder voltar aos anos 80, Ela tem a mania que essa foi a melhor década de todas as décadas...
Ela namora com o Mar...Ela literalmente namora com o Mar...
Adora ver filmes com o Casey Affleck, acha que ele tem uma voz sensual...Ela chorou durante uma semana quando o Heath Ledger faleceu...Ela não aceita bem o conceito da "morte"...
Lê todos os dias as crônicas da Tati Bernardi, Ela escreve cartas para a Tati a falar sobre como se identifica com ela, mas nunca envia porque acha que deve receber cartas dessas todos os dias...
Ela viu "Big" centenas de vezes, e toda vez que lembra da cena do piano morre de rir sozinha e saltita no chão a cantarolar a tal musiquinha...
Tem montes de amigas, e é capaz de matar por todas elas, mas morre um pouquinho cada vez que uma delas a decepciona, Ela é capaz de dar a própria vida por aqueles que ama...
Ela sente-se sozinha pelo menos uma vez por dia, e pelo menos uma vez por dia Ela pensa em suicídio, mas Ela jamais seria capaz de o fazer, ama demais a vida para morrer...
Acompanha várias séries americanas, e chora oceanos de lágrimas cada vez que uma delas chega ao fim...
Ela tem certeza que é completamente louca, simplesmente adora ser assim...
Nunca entendeu porque o Woody Allen é tão aclamado, o acha um egocêntrico chato, e tem um sonho secreto de dar um chute no saco dele...
Odeia meninas que a olham com cara de nojo quando sai a noite, é incapaz de ir para um bar sem saltos altos, rimel e lápis preto nos olhos, como diz a Tati Bernardi "Balada é guerra", Ela nunca sai desarmada...
Ela tem uma sensualidade única, quando está interessada num Carinha, faz o que ela chama de "olhar de psicopata", e geralmente funciona...Mas quando esta apaixonada fica com cara de tonta e perde o controle da situação...
Ela sonha secretamente com um Príncipe encantado, e odeia isso, odeia o facto de ser frágil e precisar de "um amor pra vida inteira", Ela queria ser tão fria como uma vilã de novela, ah Ela queria matar a mocinha no final, mas depois Ela lembra que até as vilãs precisam de amor, solta um "bah..." enorme e continua a andar na estrada dos corações dilacerados...
Tem uma mania de vomitar tudo o que aparece na sua mente, e por vezes gostava de ser mais moderada, neste momento esta muito envergonhada por ter mandado mensagens sobre o efeito de muita tequila e muita raiva passageira, Ela criou o lema "Se beber não toque no telefone"...
Ela é um furacão, mas no fundo é só uma menininha louca, que ainda não descobriu o seu lugar no mundo...
Gosta da sensação fria do chão nas suas costas, e de vez em quando a encontramos deitada no chão da cozinha a cantarolar músicas sem ritmo...
Ela dá saltos sem sair do lugar, e andou durante um tempo sentindo-se amputada pois não podia saltar...
Ela adora pronunciar palavras novas no seu dicionário, as soletra sílaba a sílaba, e o seu rosto desenha um enorme sorriso no final...
Ela as vezes acorda no meio do noite assustada, tem sempre um sonho onde é perseguida por uma maldade invisível e não consegue orar o "Pai nosso", acorda sempre na hora que grita o nome de Deus...
Falando em sonhos...o seu primeiro beijo foi a sonhar...em uma noite de verão quando tinha 12 anos sonhou com um rapaz que nunca viu na vida, a única coisa que lembra dele é que era mais velho que Ela...acordou pela manhã com o gosto da boca de outra pessoa...
Ela chora...de tristeza, de felicidade, de emoção...não se envergonha disso, e verte lágrimas em qualquer lugar desde que lhe de vontade...
As vezes ela imagina como seria interessante mudar para outro lugar e inventar uma nova identidade, Ela criou uma personalidade e um nome para este seu novo eu...um dia Ela ainda vai por o seu plano em prática...
Ela ouve "Jorge Regula" dos The moldy peaches mil vezes seguidas, seu maior sonho é criar uma máquina do tempo para poder voltar aos anos 80, Ela tem a mania que essa foi a melhor década de todas as décadas...
Ela namora com o Mar...Ela literalmente namora com o Mar...
Adora ver filmes com o Casey Affleck, acha que ele tem uma voz sensual...Ela chorou durante uma semana quando o Heath Ledger faleceu...Ela não aceita bem o conceito da "morte"...
Lê todos os dias as crônicas da Tati Bernardi, Ela escreve cartas para a Tati a falar sobre como se identifica com ela, mas nunca envia porque acha que deve receber cartas dessas todos os dias...
Ela viu "Big" centenas de vezes, e toda vez que lembra da cena do piano morre de rir sozinha e saltita no chão a cantarolar a tal musiquinha...
Tem montes de amigas, e é capaz de matar por todas elas, mas morre um pouquinho cada vez que uma delas a decepciona, Ela é capaz de dar a própria vida por aqueles que ama...
Ela sente-se sozinha pelo menos uma vez por dia, e pelo menos uma vez por dia Ela pensa em suicídio, mas Ela jamais seria capaz de o fazer, ama demais a vida para morrer...
Acompanha várias séries americanas, e chora oceanos de lágrimas cada vez que uma delas chega ao fim...
Ela tem certeza que é completamente louca, simplesmente adora ser assim...
Nunca entendeu porque o Woody Allen é tão aclamado, o acha um egocêntrico chato, e tem um sonho secreto de dar um chute no saco dele...
Odeia meninas que a olham com cara de nojo quando sai a noite, é incapaz de ir para um bar sem saltos altos, rimel e lápis preto nos olhos, como diz a Tati Bernardi "Balada é guerra", Ela nunca sai desarmada...
Ela tem uma sensualidade única, quando está interessada num Carinha, faz o que ela chama de "olhar de psicopata", e geralmente funciona...Mas quando esta apaixonada fica com cara de tonta e perde o controle da situação...
Ela sonha secretamente com um Príncipe encantado, e odeia isso, odeia o facto de ser frágil e precisar de "um amor pra vida inteira", Ela queria ser tão fria como uma vilã de novela, ah Ela queria matar a mocinha no final, mas depois Ela lembra que até as vilãs precisam de amor, solta um "bah..." enorme e continua a andar na estrada dos corações dilacerados...
Tem uma mania de vomitar tudo o que aparece na sua mente, e por vezes gostava de ser mais moderada, neste momento esta muito envergonhada por ter mandado mensagens sobre o efeito de muita tequila e muita raiva passageira, Ela criou o lema "Se beber não toque no telefone"...
Ela é um furacão, mas no fundo é só uma menininha louca, que ainda não descobriu o seu lugar no mundo...
Carolline Souza
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Platônico
A tua pele tão fina
tâo fácil de se queimar
que até receio magoá-la
com a chama do meu olhar
Cheio de espinhos a vida
nos magoa de tal sorte
que a gente as vezes duvida
Se ela vida ou se ela é morte
Como queres que eu diga
tudo que sinto e desejo
se as horas em que no vemos
mal chegamos para um beijo?
Passo por ti sem olhar-te
sem te mostrar que te vi
fujo sempre de lembrar-te
-Mas que saudades de ti!
Nos olhos de criança
pus meu olhar fatigado
vi quanto é grande a distância
entre a inocencia e o pecado
Sorrindo tu me disseste:
-Quem espera sempre alcança
pobre de mim se não fosse
ter ainda essa esperança...
"Saudade" palavra estranha
encerra tanta amargura
que o olhar me enche de pranto
quando meus lábios murmuram
Tenho piedade dos pobres
que não tem leito nem pão
Mas sofro mais por aqueles
que não tem mais ilusão
Amar a todos é dado
basta viver simplesmente
Mas amar e ser amado..
é sina de pouca gente.
terça-feira, 12 de abril de 2011
The Naked and Famous Young Blood
Quem disse que amigos também não tem trilha sonora?
essa vai para a minha amiga querida Rosa Maria.
Sangue jovem
Nós somos jovens e ainda somos inocentesPrecisamos de certas habilidades
O meu humor muda com o vento
É difícil controlar quando começa
Essa sensação amarga nos meus dentes
Tentando encontrar o meio-termo
E eventualmente me apaixonar de novo
É, é, é, é
Não consigo deixar de contar as falhas
Escalar minha saída por essas paredes
Uma saída temporária
Sinto começar a permear
Deitamos sob as estrelas à noite
As nossas mãos se agarrando firme
Você guarda a minha esperança secreta de morrer
Promessas, juro por Deus
Essa sensação amarga nos meus dentes
Tentando encontrar o meio-termo
E eventualmente me apaixonar de novo
É, é, é, é
Conforme vai murchando
E fica quebradiço quando chacoalha
Você pode sussurrar
Quando esmigalha e se quebra
Conforme você treme
Conta todos os seus erros
Dois perdoadores
Abandona antes que seja tarde demais
Você pode sussurrar?
Você pode sussurrar?
Você pode sussurrar?
Você pode sussurrar?
Essa sensação amarga nos meus dentes
Tentando encontrar o meio-termo
E eventualmente me apaixonar de novo
É, é, é, é
Essa sensação amarga nos meus dentes
Tentando encontrar o meio-termo
E eventualmente me apaixonar de novo
É, é, é, é
Deslumbrante
Passate pela minha existência silenciosamente e harmonicamente como o barco que eu vi uma tarde cortando verde-azul das aguas verde-azuis de um lago.
Passaste deixando, como o barco na tarde que parecia sonho de poeta uma saudade imensa.
As florinhas mimosas que se perdiam tristonhas e chorosas pelas margens a fora.
Passaste silencioso e harmonioso
Perfumando e encantando tudo.
Mas ah! passaste...
Deslumbrante!
E foste embora!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A Última Canção
"Põe as suas mãos sobre as minhas mãos e escuta"
La fora a doida ventania anda a fustigar as árvores; As folhas caem e cirandam pela alameda deserta; No jardim, as rosas despetalam, os cravos tombam castigados pelo vento inclemente. E há então um desfile tristíssimo de flores e folhas mortas na tarde agonizante.
Que importa meu amor que as folhas caiam, que as flores também, que o solo junque, que tudo se entristeça, Se tenho a fitar esses lindos e expressivos olhos, Se tenho o desejo de afogar-me nos seus braços enquanto me afaga essas suas lindas mãos de seda?
Que importa que la fora um lamento de morte prepasse nas franças do arvoredo e nas ruínas das casas abandonadas, se tu que és para mim a fonte de vida não está aqui ao meu lado para festa dos meus olhos e para a alegria sem par do meu coração?!
"Põe as suas mãos sobre as minhas mãos e escuta"
sábado, 9 de abril de 2011
Carta de Adeus
O meu cérebro já não pega.
Necessito de alguém que me ame sem condições,
um ombro seguro onde possa encostar a minha cabeça louca e perdida,
um colo para me sentar a contar os meus sonhos,
uma mão que me ampare e cure as feridas.
No sossego da minha casa, onde só comunico com o mundo exterior o suficiente para me manter viva,
guardo intacto tudo o que sinto por ti.
Fechada para o mundo e para os outros, sinto-me cada vez mais só,
mergulhada numa escuridão voluntária e estéril que me aplaca a... vontade e os sentidos.
Com a morte deste amor por ti, morre também uma parte de mim, algo cujos contornos não consigo ainda delinear
mas que com o tempo perceberei, quando a alma apaziguada fechar as feridas desta minha dor derrotada
e passiva perante o teu silêncio e a tua mascarada indiferença.
Mas é melhor que nunca mais se cruzem os nossos olhares, é melhor que a palavra adeus seja mesmo essa e não outra.
Chegamos ao fim do caminho. A partir daqui todas as palavras serão inúteis.
Nunca saberei até que ponto ages com o coração ou apenas com a cabeça.
Até que ponto te entregas ou apenas jogas. Até que ponto sentes e ages, ou apenas observas.
E é por nunca ter sabido quem és, que um dia te conseguirei esquecer.
Sempre disse que as diferenças iriam servir mais para nos unir do que para nos afastar.
Mas agora sei que não. Ao contrário de ti, não sou nem nunca serei espectadora da minha própria vida.
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